Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais incidente no Brasil e preocupa especialistas

Alta taxa de diagnósticos tardios e ausência de exames preventivos reforçam a importância de atenção aos sintomas.

Portal Itapipoca Portal Itapipoca
4 minuto(s) de leitura
- PUBLICIDADE -

O câncer de cabeça e pescoço tem se consolidado como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, esse grupo de tumores já ocupa a terceira posição entre os mais incidentes no país, com maior ocorrência entre homens.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

A doença engloba diferentes tipos de tumores que podem surgir em regiões como boca, garganta, laringe, faringe e tireoide. Em muitos casos, essas formações estão relacionadas ao crescimento desordenado de células — condição conhecida como neoplasia — que pode resultar em tumores benignos ou malignos.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

Dados do Instituto Nacional de Câncer revelam um cenário preocupante: cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que reduz significativamente as chances de cura e dificulta o tratamento. Entre os tipos mais comuns estão os tumores na cavidade oral, orofaringe, hipofaringe e laringe.

Especialistas explicam que nem todo crescimento celular anormal representa câncer. Lesões benignas, como verrugas, não apresentam risco de disseminação. Já os tumores malignos têm capacidade de invadir tecidos próximos e atingir outras partes do corpo. Nos casos que envolvem o pescoço, é comum que o câncer tenha origem em outras áreas da cabeça e se manifeste nos linfonodos, conhecidos popularmente como “ínguas”.

Fatores de risco e sintomas

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a infecção pelo HPV e o histórico familiar.

Os sinais de alerta podem ser variados e, muitas vezes, ignorados nos estágios iniciais. Entre os sintomas mais comuns estão dor persistente, dificuldade para engolir, rouquidão prolongada, sangramentos pela boca ou garganta e sensação de corpo estranho na região. Também podem ocorrer perda de peso sem explicação, cansaço constante, febre prolongada e suor noturno.

Atenção redobrada pela falta de rastreamento

Diferente de outros tipos de câncer, como mama e próstata, não há exames de rotina amplamente utilizados para a detecção precoce dos tumores de cabeça e pescoço. Por isso, médicos alertam que a identificação precoce depende, principalmente, da atenção aos sinais do próprio corpo.

A recomendação é procurar atendimento médico sempre que surgirem nódulos no pescoço ou lesões na boca e garganta que não cicatrizem em até 15 dias, além de sintomas persistentes como dor ao engolir, rouquidão contínua ou sangramentos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado por meio de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, aliados à biópsia, que confirma a presença do tumor.

O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia. A abordagem costuma ser multidisciplinar, com foco em aumentar as chances de cura e reduzir impactos na qualidade de vida do paciente.

Apesar do cenário desafiador, especialistas destacam que os avanços da medicina têm possibilitado tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais, reforçando que o diagnóstico precoce ainda é o principal aliado no combate à doença.

Compartilhe
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Advertisement -