Arrecadação federal bate recorde histórico em abril e ultrapassa R$ 1 trilhão no acumulado do ano

Crescimento da economia, aumento do consumo, avanço do emprego formal e alta do petróleo impulsionaram receitas da União, segundo a Receita Federal.

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A arrecadação do governo federal alcançou um novo recorde em abril de 2026. De acordo com dados divulgados pela Receita Federal, a União arrecadou R$ 278,8 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas no mês, registrando o melhor desempenho para abril desde o início da série histórica, em 1995.

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Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento real — já descontada a inflação — foi de 7,82%. No acumulado entre janeiro e abril, a arrecadação federal chegou a R$ 1,05 trilhão, também um recorde histórico para o primeiro quadrimestre, com avanço real de 5,41%.

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Segundo a Receita Federal, o resultado positivo foi impulsionado principalmente pela expansão da atividade econômica, pelo aumento do número de empregos formais e pela valorização internacional do petróleo.

Entre os principais destaques da arrecadação em abril estão os valores recolhidos com Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que somaram R$ 64,8 bilhões, apresentando crescimento real de 7,73%.

A arrecadação previdenciária também teve forte desempenho e atingiu R$ 62,7 bilhões, alta real de 4,83%. O avanço está relacionado ao aumento da massa salarial e à ampliação do mercado de trabalho formal, o que eleva automaticamente a contribuição recolhida ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Outro setor que apresentou crescimento expressivo foi o de investimentos financeiros. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 13,2 bilhões, com avanço real de 25,45% em relação a abril do ano passado.

De acordo com o órgão, o resultado foi influenciado pela maior tributação sobre aplicações de renda fixa e pelo crescimento na arrecadação relacionada aos Juros sobre Capital Próprio (JCP), mecanismo utilizado por empresas para distribuir rendimentos a acionistas.

O setor de petróleo e gás natural foi um dos maiores responsáveis pelo salto na arrecadação federal. As receitas provenientes de tributos e royalties ligados à exploração petrolífera dispararam 541% em abril, alcançando R$ 11,4 bilhões. No acumulado do ano, o montante já chega a R$ 40,2 bilhões, com crescimento de 264%.

A Receita Federal atribui o desempenho à forte valorização do barril de petróleo no mercado internacional, cenário influenciado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos conflitos envolvendo o Irã. Com os preços mais altos, empresas do setor ampliam os lucros e, consequentemente, recolhem mais impostos e royalties ao governo.

Além disso, medidas adotadas pelo governo desde 2025 também ajudaram a elevar a arrecadação, como o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações cambiais e a retomada gradual da cobrança integral da folha de pagamento de determinados setores econômicos e municípios.

Os dados reforçam o cenário de recuperação econômica e aumento da atividade produtiva no país, refletindo diretamente no crescimento das receitas federais nos primeiros meses de 2026.

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