O investigado Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu na noite desta quarta-feira (4), em Belo Horizonte (MG), poucas horas após ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Pela manhã, Mourão foi conduzido à carceragem da corporação após o cumprimento de mandado de prisão expedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a Polícia Federal, o investigado atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia. Ele foi socorrido por policiais responsáveis pela vigilância e, em seguida, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mourão foi encaminhado a um hospital da capital mineira, mas não resistiu. A morte encefálica foi posteriormente confirmada pela equipe médica.
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Ligação com banqueiro investigado
Segundo as investigações, Luiz Phillipi Mourão atuava como auxiliar do banqueiro Daniel Vorcaro, também preso nesta quarta-feira no âmbito da mesma operação. Conforme apurado pela PF, “Sicário” seria responsável por monitorar e levantar informações sigilosas sobre pessoas consideradas adversárias dos interesses do empresário.
Operação apura fraudes bilionárias
A Operação Compliance Zero foi iniciada em novembro de 2025 para investigar suspeitas de concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, além de apurar circunstâncias relacionadas à tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.
A investigação apura a existência de um suposto esquema financeiro de grandes proporções envolvendo dirigentes e colaboradores da instituição bancária.
As autoridades ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre as circunstâncias do ocorrido na carceragem, e o caso deve ser apurado internamente.



