Toffoli afirma que não teve acesso a dados de celular de banqueiro investigado em fraude bilionária no Banco Master

Ministro diz que quebras de sigilo chegaram ao STF apenas após mudança de relatoria; caso envolve investigação da PF sobre rombo que pode chegar a R$ 47 bilhões.

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta sexta-feira (6) que não teve acesso ao conteúdo das quebras de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que foi responsável pela relatoria do inquérito que apura fraudes no Banco Master.

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De acordo com manifestação divulgada pelo gabinete do ministro, os dados provenientes das quebras de sigilo somente chegaram ao STF após o dia 12 de fevereiro, quando a relatoria do processo já havia sido transferida ao ministro André Mendonça.

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A declaração foi divulgada após críticas que apontavam possível prejuízo às investigações enquanto o caso estava sob responsabilidade de Toffoli. O ministro afirmou que, durante sua atuação no processo, autorizou todos os pedidos cautelares apresentados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo ele, a investigação seguiu seu curso normal, sem qualquer impacto negativo na apuração dos fatos e sem que houvesse decisões que anulassem medidas adotadas no inquérito.

Saída da relatoria

No mês passado, Toffoli deixou a condução do processo após a PF informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que mensagens encontradas no celular de Vorcaro mencionariam o ministro.

O aparelho do banqueiro foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, realizada no ano passado.

Toffoli também é citado no contexto do caso por ser um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master, que está entre os alvos da investigação conduzida pela PF.

Julgamento sobre prisão

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deve analisar na próxima sexta-feira (13) a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, executada na última quarta-feira (4).

O colegiado é formado pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. Ainda não há confirmação se Toffoli participará da sessão que analisará a manutenção da prisão.

Histórico da investigação

Daniel Vorcaro voltou a ser preso na manhã de quarta-feira durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

No ano passado, o empresário já havia sido detido no âmbito da mesma investigação, mas acabou obtendo liberdade provisória com a condição de utilizar tornozeleira eletrônica.

A nova ordem de prisão foi baseada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, nas quais ele teria feito ameaças a jornalistas e a outras pessoas que teriam contrariado seus interesses.

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A Operação Compliance Zero investiga um esquema de fraudes bilionárias no Banco Master. De acordo com as apurações, o prejuízo pode chegar a até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos, responsável por ressarcir investidores em casos de quebra ou problemas financeiros em instituições bancárias.

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