Presidente Lula critica prolongamento da greve dos professores e técnicos das universidades federais

Recursos para recompor salários são considerados "não recusáveis" pelo presidente, enquanto negociações seguem em meio a divisões sindicais.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou críticas contundentes nesta segunda-feira (10) em relação à persistência da greve dos professores e técnicos das universidades e institutos federais. Durante uma reunião pública com reitores dessas instituições no Palácio do Planalto, Lula destacou que o montante de recursos destinado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) para recompor os salários dos docentes e servidores é “não recusável”.

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“O montante de recurso que a companheira Esther Dweck [ministra do MGI] colocou à disposição é o montante de recursos não recusável. Eu só quero que leve isso em conta porque se não nós vamos falar em universidades, institutos federais e os alunos estão à espera de voltar à sala de aula”, enfatizou o presidente.

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Lula também anunciou medidas para investimentos na área educacional, incluindo a destinação de R$ 5,5 bilhões do Ministério da Educação (MEC) para obras, custeio do ensino técnico e superior, além da construção de novos campi e hospitais universitários.

No entanto, o presidente destacou a necessidade de encerrar a greve, afirmando que “greve tem tempo para começar e também para terminar” e instando as lideranças sindicais a terem “coragem de acabar com a greve”.

A paralisação, iniciada em 15 de abril, tem afetado mais de 560 unidades de ensino em 26 estados do país. Os professores e servidores reivindicam, entre outras demandas, a recomposição dos salários em 4,5% ainda este ano.

Durante o evento, a reitora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Márcia Abrahão, ressaltou a defasagem salarial dos profissionais e a necessidade de uma solução negociada para pacificar a situação.

As negociações entre representantes do governo e dos sindicatos seguem em curso, com novas rodadas previstas para os próximos dias. Enquanto isso, a proposta apresentada pelo MGI contempla aumentos graduais até 2026, com ênfase na recuperação salarial das categorias mais afetadas.

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